segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tarde de verão além da janela

Mesmo que do lado de dentro da janela, caixas esteja empilhadas desordenadamente em cores de marro claro, sem vida alguma, a visão clara do lado de fora, pois no vidro não se acumulam detritos, a visão é de um mundo mágico.
O pássaro que pousa tranqüilo em um dos vários galhos da árvore em tons de verde, acompanhada de outras árvores de tamanhos e variações de cores, inclusive o lilás do pé de ipê. Todas elas tendo de fundo um azul absurdamente azul, que só altera sua tonalidade conforme a hora do dia pois o sol não se cansa de andar.

Vou realmente sentir saudades destas tardes de leitura produtiva e conturbada, de frases completas e idéias dispersas, viagens transcendentais nas palavras e cores, dias de verão nas férias.

Erika de Cassia

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

TEMPOS DE PAZ


Dan Stulbach e Tony Ramos 



Ainda com lágrimas nos olhos me sinto na obrigação de colocar em algumas palavras a grande emoção que apertou meu coração ao assistir este texto teatral transformado em um belíssimo filme.



 

Além de ser um recurso fantástico de contextualização histórica é um banho de interpretação e amor a arte que vale a pena ver e divulgar.

Direção, produção e além disso ator Daniel Filho



 
Tenho medo de não conseguir expressar todos os sentimentos que permeiam esta produção, então caros amigo, visitem o site oficial e leiam os comentários dos atores e direção. Só assim poderá entender o que sinto.


 
Mas a maior tristeza é só ter conhecido a produção em uma locadora. Por que filmes tão bem feitos não são divulgados, não chegam aos nossos cinemas?

Esta simpática senhora que atua junto a Dan Stulbach é sua mãe




Precisamos de TEMPOS DE PAZ



Erika de Cassia





http://www.temposdepaz.com.br/

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Uma história de 1652

Sabe quando você sai de casa e pensa: vou fazer uma coisa diferente hoje!

É engraçado como não conhecemos lugares tão perto de nós.
Em uma cidade tão perto, uma riqueza da história tão singela e mágica do ano de 1652. 

Igreja de Nossa Senhora da Escada - 1652
Guararema - São Paulo



Um igreja branca de janelas e portas azuis, de uma simples arquitetura de linhas retas, imagens santas sem nenhuma ostentação, apenas a grandeza da fé daqueles que a fizeram.

Sua arquitetura é barroca e as paredes em taipa de pilão.


Única igreja no Brasil que possui a imagem de
São Longuinho



Mesmo não sendo religiosa, não tive como deixar de sentir toda a energia que emana daquele ambiente: da fé das pessoas que a construíram, das que choraram pelos seus mortos enterrados ao pé do altar, dos fiéis que oram para os santos que ali estão.






Quando acreditava que meu passeio tinham terminado virando uma esquina da Freguesia da Escada, encontro uma lojinha de artesanato muito simpática, típica de uma cidadezinha turística.




Realmente, foi uma tarde inesperadamente prazerosa. 21 de janeiro

 Erika de Cassia

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

LOUCURA, OU SIMPLES PECADO?

    Uma montagem nunca é igual à outra, quem dirá quando um monólogo passa a ser encenado por 8 mulheres, com idade, personalidade, religião e ideologia diferentes.
    Acredito que a nossa expectativa era maior que a do público, que logo de cara levou um susto ao se deparar com mulheres estranhas falando coisas sem nexo.
RAFAELA FEDERICI
Louca

LETICIA MENDES
Vaidade e cobiça

VITÓRIA TAKEUSHI
Luxuria e gula

CAROLINE ALVES
Avareza
VITÓRIA CARDOSO
Sonho e menina
ALINE DE SOUZA
Preguiça
SAMIRA HASSIM
Ira
     Mesmo no desconforto de estar com uma camisa de força, pude assistir e presenciar a atmosfera de loucura no hospício que se montou no palco, com o cenário que se transformava a cada pecado e pelo calor e drama criados pela iluminação.

ERIKA CAPELLA
Louca final
Amei fazer parte deste grupo de loucas mulheres.







E você o que achou?




Erika de Cassia

HELL

Como é bom se surpreender após uma belíssima apresentação teatral.

HELL foi essa tão prazerosa experiência.


Todos os mínimos detalhes de cenário que facilitavam a movimentação da personagem.
As várias roupas que ao público se mostravam espalhadas a esmo no chão, mas que construíam todos os momentos da vida de Hell.



A fumaça do cigarro que incansavelmente era acesso um após o outro.
A atmosfera dramática produzida por luzes que germinavam de pontos inimagináveis.
Mas isso tudo só seria notado e valorizado pela impecável interpretação destes dois talentosos atores.


Bárbara Paz (Hell)
Ricardo Tozzi (Andrea)




QUER VIVER GRANDES EMOÇÕES, VÁ AO TEATRO.


Erika de Cassia